A 40.ª edição da Volta ao Algarve, que sai para a estrada na quarta-feira para cumprir 690 quilómetros até domingo, regressou este ano ao tradicional formato de cinco etapas, apresentando um percurso mais equilibrado.
Entre 19 e 23 de fevereiro, o pelotão vai percorrer um total de 690 quilómetros, distribuídos por quatro etapas em linha e por um contrarrelógio individual de 13,6 quilómetros, mais curto do que as etapas da especialidade nos anos anteriores e, por isso, mais propício a uma eventual vitória do campeão do Mundo, o português Rui Costa.
A etapa inaugural de quarta-feira vai ligar Faro a Albufeira, ao longo de 160 quilómetros, com a contagem de montanha de terceira categoria, instalada logo no quilómetro 34, a não ser obstáculo para que a decisão aconteça no final da jornada, sendo expectável que os "sprinters" meçam forças junto à Câmara Municipal de Albufeira, na segunda passagem pela meta.
A segunda tirada é a mais longa da competição, com 196 quilómetros, desde Lagoa até Monchique, apresentando algumas dificuldades na sua parte final. O traçado, com características de "clássica", contempla dois prémios de montanha de terceira categoria, o último dos quais a cerca de cinco quilómetros da meta, o que pode entregar o triunfo a homens com características de “puncheurs” (ciclistas que gostam de finais difíceis e explosivos).
Ao contrário do que vem sendo habitual, o contrarrelógio da “Algarvia” tem lugar no terceiro dia e vai ligar Vila do Bispo a Sagres, numa extensão de 13,6 quilómetros.
Num exercício individual mais curto do que o normal – que se apresenta mais técnico nos últimos dois quilómetros – é expectável que a corrida fique em aberto para o dia seguinte, ao contrário do que aconteceu nas edições anteriores, em que se revelou decisivo para a seleção do vencedor final, como aconteceu em 2013 com o alemão Tony Martin.
As decisões finais ficam guardadas para o quarto dia, quando os corredores percorrerem 164,5 quilómetros, entre Almodôvar e o Alto do Malhão, num dia decisivo para os trepadores.
Depois de um percurso ondulado, os últimos 45 quilómetros apresentam uma primeira passagem pela meta final ao quilómetro 121. A 11,5 quilómetros do final, surge uma novidade, que será uma autêntica “armadilha”: os corredores vão enfrentar uma subida de terceira categoria, que tem apenas um quilómetro de extensão, mas cuja inclinação média é de 13 por cento, o que pode originar ataques entre os candidatos.
A 40.ª edição da Volta ao Algarve, que sai para a estrada na quarta-feira para cumprir 690 quilómetros até domingo, regressou este ano ao tradicional formato de cinco etapas, apresentando um percurso mais equilibrado.
Entre 19 e 23 de fevereiro, o pelotão vai percorrer um total de 690 quilómetros, distribuídos por quatro etapas em linha e por um contrarrelógio individual de 13,6 quilómetros, mais curto do que as etapas da especialidade nos anos anteriores e, por isso, mais propício a uma eventual vitória do campeão do Mundo, o português Rui Costa.
A etapa inaugural de quarta-feira vai ligar Faro a Albufeira, ao longo de 160 quilómetros, com a contagem de montanha de terceira categoria, instalada logo no quilómetro 34, a não ser obstáculo para que a decisão aconteça no final da jornada, sendo expectável que os "sprinters" meçam forças junto à Câmara Municipal de Albufeira, na segunda passagem pela meta.
A segunda tirada é a mais longa da competição, com 196 quilómetros, desde Lagoa até Monchique, apresentando algumas dificuldades na sua parte final. O traçado, com características de "clássica", contempla dois prémios de montanha de terceira categoria, o último dos quais a cerca de cinco quilómetros da meta, o que pode entregar o triunfo a homens com características de “puncheurs” (ciclistas que gostam de finais difíceis e explosivos).
Ao contrário do que vem sendo habitual, o contrarrelógio da “Algarvia” tem lugar no terceiro dia e vai ligar Vila do Bispo a Sagres, numa extensão de 13,6 quilómetros.
Num exercício individual mais curto do que o normal – que se apresenta mais técnico nos últimos dois quilómetros – é expectável que a corrida fique em aberto para o dia seguinte, ao contrário do que aconteceu nas edições anteriores, em que se revelou decisivo para a seleção do vencedor final, como aconteceu em 2013 com o alemão Tony Martin.
As decisões finais ficam guardadas para o quarto dia, quando os corredores percorrerem 164,5 quilómetros, entre Almodôvar e o Alto do Malhão, num dia decisivo para os trepadores.
Depois de um percurso ondulado, os últimos 45 quilómetros apresentam uma primeira passagem pela meta final ao quilómetro 121. A 11,5 quilómetros do final, surge uma novidade, que será uma autêntica “armadilha”: os corredores vão enfrentar uma subida de terceira categoria, que tem apenas um quilómetro de extensão, mas cuja inclinação média é de 13 por cento, o que pode originar ataques entre os candidatos.
Cycling
Blogue sobre ciclismo,btt....
terça-feira, 4 de março de 2014
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Rui Costa assina pela Lampre-Merida
Através desta carta aberta quero confirmar essa informação e explicar-vos quais os motivos que me levaram a tomar esta decisão.
Porque saio da Movistar?
Antes de mais quero deixar uma palavra de agradecimento ao Eusebio Unzué e a toda a equipa Movistar por me ter acolhido quando ainda era um ciclista bastante jovem e por me dar a oportunidade de correr grandes provas do calendário internacional. A confiança que o Eusebio teve em mim prolonga-se até o dia de hoje e graças ao seu apoio e dos meus colegas de equipa, consegui vencer corridas importantes e evoluir enquanto ciclista.
Estive cinco anos na Movistar muito feliz mas chegou o momento de mudar de equipa. Quero dar um novo rumo na minha carreira desportiva e buscar uma maior liberdade para desenvolver o meu potencial. O Eusebio tentou até o último momento que eu ficasse e agradeço-lhe o gesto. Ele sabe perfeitamente que saio sem nenhuma má palavra sobre a equipa e estou seguro de que ele também fica com boas recordações minhas. A Movistar conta com grandes líderes e é lógico que centrem a equipa neles. Eu também quero experimentar até onde consigo chegar e para isso necessito de uma liberdade que a Movistar, mesmo que quisesse, não me conseguiria dar. Talvez para o futuro possamos voltar a reencontrar-nos mas agora preciso de um espaço que na Movistar não ia ter e que a Lampre-Merida me garante.
Porque escolhi a Lampre-Merida?
Era público que a questão monetária não era o mais importante para mim. Quando me sentei com o meu empresário, Juan Campos, para decidir sobre o meu futuro, inclinamo-nos para as opções que nos davam maiores condições desportivas ao invés das económicas e assim foi. De todas as opções que tínhamos em cima da mesa, a Lampre-Merida foi a que mais se enquadrava naquilo que eu procurava.
Esta equipa oferece-me a oportunidade de ser chefe de fila em algumas provas importantes do calendário internacional, todas as condições para que eu possa evoluir enquanto atleta e mostrou um grande entusiasmo por poderem contar com os meus serviços em 2014. Esses eram os requisitos principais que procurava e que aqui encontrei. Aproveito para agradecer-lhes publicamente a confiança que tiveram em mim. A sua história de tradição e amor ao ciclismo por parte da Lampre e a enorme capacidade técnica da marca de bicicletas Merida foram outros aspectos fundamentais que pesaram nesta escolha.
Porque assinei apenas por uma época?
O mais fácil é assinar logo por três anos porque te garantem um bom contrato e tiram-te pressão, mas eu não estou de acordo com essa mentalidade. Nem sempre o caminho mais fácil é o melhor para se correr. Acho que o mais correcto e justo para ambas as partes é assinar por um ano. Assim temos a oportunidade de conhecermo-nos melhor e adaptarmo-nos uns aos outros. É uma maneira de perceber se esta é a equipa certa para mim e se eu sou o corredor certo para esta equipa. Se eu me integrar bem e a equipa ficar feliz com o meu trabalho, com certeza que estaremos muitos anos juntos, essa é a minha intenção.
Levo algum corredor comigo?
Não. Se surgisse essa oportunidade gostava de levar comigo alguns ciclistas portugueses e outros da Movistar. Não vou falar em nomes mas eles sabem quem são. Alguns grandes amigos, outros que estiveram comigo e me ajudaram nestes últimos anos. Sei que alguns desses corredores são importantes para o Eusebio e que renovaram ou têm contrato em vigor, pelo que estão igualmente bem entregues.
Além disso, confio plenamente na Lampre-Merida. Não é uma equipa nova nem inexperiente. Os seus responsáveis sabem muito de ciclismo e sabem bem que corredores são adequados para estar neste grupo. Note-se que esta equipa tem corredores que já venceram grandes voltas de três semanas, grandes clássicas, campeonatos do mundo… sei que vou aprender muito com eles. É certo que esta equipa teve e tem grandes líderes, como é certo saberem quais serão os melhores gregários para aqui estar.
Qual será o meu calendário para 2014?
Ainda é muito cedo para falar de calendário, mas em princípio deverá ser parecido com o de esta temporada.
Filippo Pozzato, por exemplo, é um corredor bastante bom nas clássicas de pavê e nesse tipo de terreno nunca corro. Michele Scarponi é, sem margem de dúvida, favorito indiscutível para o Giro de Itália mas os meus planos também não passam pelo Giro. Estes são apenas alguns exemplos, pelo que sinto que posso ajudar a Lampre-Merida noutro tipo de calendário, que para mim se adapta melhor. Assim sendo, devo competir em algumas corridas por onde já passei e que ainda vou passar nesta época 2013.
Que imagem tenho da equipa Lampre-Merida?
Acho que é uma equipa muito interessante para mim. É uma equipa que tradicionalmente se tem concentrado mais no calendário italiano, mas que agora, com a entrada da Merida em força, os seus interesses passaram a ser mais universais. A empresa Lampre também está crescendo bastante em todo o mundo e as duas empresas têm esse interesse em comum. Além disso a Lampre também está presente em Portugal, pelo que será bonito correr para uma empresa que tem um interesse bastante claro no meu país.
No aspecto desportivo, a Lampre conta com uma grande tradição e a Merida é uma super marca, uma verdadeira referência mundial pela sua qualidade e pelas bicicletas vendidas em todo o mundo. Se dermos uma olhadela ao seu plantel tem corredores perfeitos para a montanha, para o plano, para as clássicas… é uma equipa muito completa. De qualquer forma, o que mais gostei foi de perceber, desde a minha primeira conversa com eles, que são uma equipa que não pensa no passado mas sim no futuro, uma equipa que quer crescer, que está sempre em busca de jovens talentos e sempre à procura de que os seus ciclistas melhorem em pequenos detalhes. Estou contente com esta mudança. Esta é uma grande equipa na qual terei muito gosto de estar em 2014.
Mas terei oportunidade, mais adiante, de falar-vos da nova equipa, dos meus novos companheiros e dos nossos planos de trabalho conjunto.
Como enfrentarei esta última parte da temporada?
A época ainda não acabou e para já tenho outras prioridades com a Movistar até ao final de 2013. É tempo de manter a cabeça centrada nesta época e despedir-me da equipa com os melhores resultados possíveis. Nesta equipa vou deixar grandes amigos com os quais pretendo manter o contacto e por isso vou desfrutar do que resta da temporada com eles. Pretendo continuar a dar o meu melhor em cada uma das corridas que faltam e honrar esta camisola da Movistar que ainda visto até 31 de Dezembro de 2013. Quero concluir esta época com tanta vontade como com a qual quero começar esta nova e bonita etapa da minha carreira desportiva. Será um gosto estar, a partir de 1 de Janeiro de 2014, sob as ordens dos directores da Lampre-Merida.
A todos e a cada um de vocês que sempre me apoia envio um grande abraço
OBRIGADO!
Rui Costa
Porque saio da Movistar?
Antes de mais quero deixar uma palavra de agradecimento ao Eusebio Unzué e a toda a equipa Movistar por me ter acolhido quando ainda era um ciclista bastante jovem e por me dar a oportunidade de correr grandes provas do calendário internacional. A confiança que o Eusebio teve em mim prolonga-se até o dia de hoje e graças ao seu apoio e dos meus colegas de equipa, consegui vencer corridas importantes e evoluir enquanto ciclista.
Estive cinco anos na Movistar muito feliz mas chegou o momento de mudar de equipa. Quero dar um novo rumo na minha carreira desportiva e buscar uma maior liberdade para desenvolver o meu potencial. O Eusebio tentou até o último momento que eu ficasse e agradeço-lhe o gesto. Ele sabe perfeitamente que saio sem nenhuma má palavra sobre a equipa e estou seguro de que ele também fica com boas recordações minhas. A Movistar conta com grandes líderes e é lógico que centrem a equipa neles. Eu também quero experimentar até onde consigo chegar e para isso necessito de uma liberdade que a Movistar, mesmo que quisesse, não me conseguiria dar. Talvez para o futuro possamos voltar a reencontrar-nos mas agora preciso de um espaço que na Movistar não ia ter e que a Lampre-Merida me garante.
Porque escolhi a Lampre-Merida?
Era público que a questão monetária não era o mais importante para mim. Quando me sentei com o meu empresário, Juan Campos, para decidir sobre o meu futuro, inclinamo-nos para as opções que nos davam maiores condições desportivas ao invés das económicas e assim foi. De todas as opções que tínhamos em cima da mesa, a Lampre-Merida foi a que mais se enquadrava naquilo que eu procurava.
Esta equipa oferece-me a oportunidade de ser chefe de fila em algumas provas importantes do calendário internacional, todas as condições para que eu possa evoluir enquanto atleta e mostrou um grande entusiasmo por poderem contar com os meus serviços em 2014. Esses eram os requisitos principais que procurava e que aqui encontrei. Aproveito para agradecer-lhes publicamente a confiança que tiveram em mim. A sua história de tradição e amor ao ciclismo por parte da Lampre e a enorme capacidade técnica da marca de bicicletas Merida foram outros aspectos fundamentais que pesaram nesta escolha.
Porque assinei apenas por uma época?
O mais fácil é assinar logo por três anos porque te garantem um bom contrato e tiram-te pressão, mas eu não estou de acordo com essa mentalidade. Nem sempre o caminho mais fácil é o melhor para se correr. Acho que o mais correcto e justo para ambas as partes é assinar por um ano. Assim temos a oportunidade de conhecermo-nos melhor e adaptarmo-nos uns aos outros. É uma maneira de perceber se esta é a equipa certa para mim e se eu sou o corredor certo para esta equipa. Se eu me integrar bem e a equipa ficar feliz com o meu trabalho, com certeza que estaremos muitos anos juntos, essa é a minha intenção.
Levo algum corredor comigo?
Não. Se surgisse essa oportunidade gostava de levar comigo alguns ciclistas portugueses e outros da Movistar. Não vou falar em nomes mas eles sabem quem são. Alguns grandes amigos, outros que estiveram comigo e me ajudaram nestes últimos anos. Sei que alguns desses corredores são importantes para o Eusebio e que renovaram ou têm contrato em vigor, pelo que estão igualmente bem entregues.
Além disso, confio plenamente na Lampre-Merida. Não é uma equipa nova nem inexperiente. Os seus responsáveis sabem muito de ciclismo e sabem bem que corredores são adequados para estar neste grupo. Note-se que esta equipa tem corredores que já venceram grandes voltas de três semanas, grandes clássicas, campeonatos do mundo… sei que vou aprender muito com eles. É certo que esta equipa teve e tem grandes líderes, como é certo saberem quais serão os melhores gregários para aqui estar.
Qual será o meu calendário para 2014?
Ainda é muito cedo para falar de calendário, mas em princípio deverá ser parecido com o de esta temporada.
Filippo Pozzato, por exemplo, é um corredor bastante bom nas clássicas de pavê e nesse tipo de terreno nunca corro. Michele Scarponi é, sem margem de dúvida, favorito indiscutível para o Giro de Itália mas os meus planos também não passam pelo Giro. Estes são apenas alguns exemplos, pelo que sinto que posso ajudar a Lampre-Merida noutro tipo de calendário, que para mim se adapta melhor. Assim sendo, devo competir em algumas corridas por onde já passei e que ainda vou passar nesta época 2013.
Que imagem tenho da equipa Lampre-Merida?
Acho que é uma equipa muito interessante para mim. É uma equipa que tradicionalmente se tem concentrado mais no calendário italiano, mas que agora, com a entrada da Merida em força, os seus interesses passaram a ser mais universais. A empresa Lampre também está crescendo bastante em todo o mundo e as duas empresas têm esse interesse em comum. Além disso a Lampre também está presente em Portugal, pelo que será bonito correr para uma empresa que tem um interesse bastante claro no meu país.
No aspecto desportivo, a Lampre conta com uma grande tradição e a Merida é uma super marca, uma verdadeira referência mundial pela sua qualidade e pelas bicicletas vendidas em todo o mundo. Se dermos uma olhadela ao seu plantel tem corredores perfeitos para a montanha, para o plano, para as clássicas… é uma equipa muito completa. De qualquer forma, o que mais gostei foi de perceber, desde a minha primeira conversa com eles, que são uma equipa que não pensa no passado mas sim no futuro, uma equipa que quer crescer, que está sempre em busca de jovens talentos e sempre à procura de que os seus ciclistas melhorem em pequenos detalhes. Estou contente com esta mudança. Esta é uma grande equipa na qual terei muito gosto de estar em 2014.
Mas terei oportunidade, mais adiante, de falar-vos da nova equipa, dos meus novos companheiros e dos nossos planos de trabalho conjunto.
Como enfrentarei esta última parte da temporada?
A época ainda não acabou e para já tenho outras prioridades com a Movistar até ao final de 2013. É tempo de manter a cabeça centrada nesta época e despedir-me da equipa com os melhores resultados possíveis. Nesta equipa vou deixar grandes amigos com os quais pretendo manter o contacto e por isso vou desfrutar do que resta da temporada com eles. Pretendo continuar a dar o meu melhor em cada uma das corridas que faltam e honrar esta camisola da Movistar que ainda visto até 31 de Dezembro de 2013. Quero concluir esta época com tanta vontade como com a qual quero começar esta nova e bonita etapa da minha carreira desportiva. Será um gosto estar, a partir de 1 de Janeiro de 2014, sob as ordens dos directores da Lampre-Merida.
A todos e a cada um de vocês que sempre me apoia envio um grande abraço
Rui Costa
retirado do site oficial de rui costa
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Volta:Marque o triunfo do querer e da dedicação
A Volta chegou ao fim hoje, na cidade da Guarda, com Alejandro Marque a envergar a túnica amarela e a receber os beijos das hospedeiras do pódio, como vencedor de etapa.
Marque tinha a vontade de vencer, talvez porque em anos anteriores já merecesse tamanha honraria. Bom rolador, foi um ciclista que foi evoluindo gradualmente, perdendo peso, e ganhando novas capacidades, para outro tipo de terrenos. Não é, um trepador por excelência, mas a sua evolução foi lenta, bem cimentada e o êxito, por vezes diz-se que premeia os audazes, mas também aqueles que procuram o triunfo à custa de trabalho, de dedicação e entusiasmo.
O seu triunfo nada tem de desprimor nesta Volta a Portugal. Mereceu-o, lutou por ele e sacrificou-se em muitas ocasiões para o seu colega de equipa Gustavo Veloso, o que mais o dignifica na hora de subir ao pódio. Na etapa para a Torre, o episódio do carro de apoio que o protegeu do vento durante algumas centenas de metros, nada tem de desprimor para o ciclista, a culpa não foi dele. Pelo contrário, Marque sempre foi um atleta correcto e cujos triunfos ficaram pautados por justiça.
Foi, pois, um triunfo de um ciclista que, ao longo da sua carreira nunca teve muita sorte. Começou no Boavista, onde esteve quatro anos, ingressou no Tavira, voltou ao Bessa, regressou a Tavira de onde saiu o ano passado, para ganhar a Volta este ano. Já em anos anteriores esteve perto de lutar pelo triunfo, mas quedas e azares diversos impediram-no de discutir o triunfo.
Natural da Galiza, não teve a sorte de ter sido seleccionado para representar a única formação galega no historial do ciclismo espanhol, a Xacobeo, o que foi uma grande injustiça, tamanho era o seu valor e tamanha poderia ter sido a sua projecção. Restou-lhe continuar em Portugal, onde sempre se afirmou.
Mas o C/RI de hoje era enganador e traiçoeiro. Muito longo, algum vento em sentido contrário, muitas pequenas subidas, é um percurso para homens possantes. O curioso, no meio de uma Volta que dizem ter sido tão dura, os dois primeiros lugares tenham sido ocupados, prioritariamente por roladores.
Sem homens possantes na alta montanha, onde pairam os Gomes, Cassios, Pinhos, Gamitos do passado , a prova não faz diferença ao longo das etapas, acabando o C/R por assumir um papel fundamental na hierarquização dos mais aptos.
O bloqueio das grandes equipas matou as fugas, e na montanha os ataques são substituídos por “passadas” rítmicas, fortes, mas pouco selectivas. Os estrangeiros, de quem se esperavam grandes cometimentos, mais uma vez ficaram nas covas, regressando aos seus países de mãos a abanar e desejosos de nunca mais cá voltarem.
Ao longo dos nove dias de competição, ( a Volta terminou hoje, amanhã não conta ) alguns fartaram-se de atacar, outros de seguir na roda, esperando pelo seu momento. Uma coisa parece certa, porém, todos tentaram fazer o melhor, embora muitas vezes de forma pouco perceptível, ou pelo menos entendível, à luz do bom senso.
A Volta terminou com um triunfo justo, no sentido de justiça e no sentido de limitação, apenas quatro segundos separaram os dois primeiros. São ciclistas da mesma equipa, é verdade, mas é sempre triste para quem perde por esta tão pequena diferença, porque no final fica sempre a sensação amarga de que, afinal, quatro segundos representam 40 metros, que ,no final de uma prova tão longa como a Volta a Portugal, é muito pouco.
Mas, dos dois homens que lutaram até final, Marque foi, pelo menos, aquele que deu mais o litro, em prol do seu colega, talvez por isso, e só por isso, o triunfo lhe assente como uma luva.
Quanto a Rui Sousa bateu todas as expectativas ao assegurar o terceiro lugar no pódio, confirmando desta forma, que era a aposta certa da equipa da Efapel, para poder aspirar ao triunfo na Volta.
Desde início que o chefe de fila da equipa de Carlos Pereira se assumiu como o líder da equipa, e já na chegada a Viana do Castelo isso foi evidente . Combativo, e sem ser um especialista do C/R conseguiu manter um lugar no pódio.
Rui não perdeu a Volta hoje, e ele sabe disso. Rui Sousa perdeu a Volta ontem, porque não conseguiu cavar um fosso para os seus mais diretos adversários, e também, porque na hora da verdade, não teve ao seu lado os amigos certos.
Por isso mesmo, Rui Sousa foi um lutador, mas em vão e, na ânsia de querer o triunfo, muitas vezes as decisões não foram as mais assertivas, e disso também se podem queixar alguns dos seus colegas.
Alejandro MARQUE OFM/QUINTA DA LIXA 0:49:06 —
2 Gustavo VELOSO OFM/QUINTA DA LIXA 0:49:42 a 36
3 Rui SOUSA EFAPEL/GLASSDRIVE 0:50:34 a 1:28
4 Marcel WYSS IAM CYCLING 0:50:56 a 1:50
5 Delio FERNANDEZ OFM/QUINTA DA LIXA 0:51:09 a 2:03
6 Eduardo SEPULVEDA – J BRETAGNE/SÉCHÉ ENVIRONNEMENT 0:51:17 a 2:11
7 Dion BEUKENBOOM CYCLINGTEAM DE RIJKE/SHANKS 0:51:34 a 2:28
8 Vegard LAENGEN BRETAGNE/SÉCHÉ ENVIRONNEMENT 0:51:35 a 2:29
9 Edgar PINTO LA ALUMÍNÍOS/ANTARTE 0:51:36 a 2:30
10 Reto HOLLENSTEIN IAM CYCLING 0:51:43 a 2:37
11 Daniel SILVA RÁDIO POPULAR/ONDA 0:51:52 a 2:46
12 Jaco VENTER MTN/QHUBEKA 0:51:57 a 2:51
13 Daniil FOMINYKH – J CONTINENTAL TEAM ASTANA 0:52:05 a 2:59
14 Carlos OYARZUN LOULETANO/DUNAS DOURADAS 0:52:06 a 3:00
15 Alexander RYBAKOV RUSVELO 0:52:08 a 3:02
sábado, 10 de agosto de 2013
Volta a Portugal: confusão interna na Efapel
"Quero uma explicação", reclamou Joni Brandão, sobre uma atitude do vencedor Rui Sousa.

Metros finais da segunda etapa da Volta a Portugal em bicicleta: Joni Brandão e Danail Petrov lideram o pelotão na subida em Santa Luzia, mas o português engana-se no percurso já na penúltima curva e leva o búlgaro consigo. Os dois seguiram um trajeto errado, caíram e deixaram caminho livre para Rui Sousa vencer.
No final da tirada que ligou Oliveira de Azeméis a Viana do Castelo, Joni Brandão comentou, em entrevista à RTP, o seu erro: "Foi um momento de indecisão, não sabia se era para a esquerda ou para a direita. Naquela altura em que só se pensa em ganhar a etapa, não posso estar atento a todas as coisas".
No entanto, independentemente do engano, a questão que incomodou mais o campeão nacional de fundo foi ter visto Rui Sousa (na imagem), seu colega de equipa na Efapel–Glassdrive, atacar nos metros finais. Algo que Brandão não entendeu.
"Se eu estivesse com mais cinco ou seis ciclistas por perto, entenderia o facto de ele ter atacado. Mas estava sozinho... Quero uma explicação sobre o que aconteceu", avisou o português, dando a entender que vai haver reunião de equipa para falar sobre o assunto.
"Estou muito triste. Queria muito vencer esta etapa, tinha grandes possibilidades de o conseguir. É uma grande frustração, mesmo", acrescentou um emocionado Joni Brandão.
Petrov foi desencaminhado - Fora das discussões internas na Efapel, mas dentro da discussão da vitória na etapa, estava Danail Petrov, que se mostrou incrédulo após a mudança repentina de percurso de Joni Brandão.
"Não percebi o que aconteceu. Eu estava a 70 metros da chegada, já via a meta e ia ficar isolado, ninguém iria conseguir passar por mim. Aí o Joni Brandão seguiu em frente quando era para virar para a direita", começou por contar o experiente búlgaro da Caja Rural, que demonstrou ter ficado com muitas dúvidas.
"Eu tinha de passar por fora, mas de repente ele seguiu em frente. Depois da etapa ele explicou-me que pensava que era para ir em frente. Mas como é que ele pensou que era para ir em frente se estavam lá pessoas? Não percebi", lamentou Petrov.
Metros finais da segunda etapa da Volta a Portugal em bicicleta: Joni Brandão e Danail Petrov lideram o pelotão na subida em Santa Luzia, mas o português engana-se no percurso já na penúltima curva e leva o búlgaro consigo. Os dois seguiram um trajeto errado, caíram e deixaram caminho livre para Rui Sousa vencer.
No final da tirada que ligou Oliveira de Azeméis a Viana do Castelo, Joni Brandão comentou, em entrevista à RTP, o seu erro: "Foi um momento de indecisão, não sabia se era para a esquerda ou para a direita. Naquela altura em que só se pensa em ganhar a etapa, não posso estar atento a todas as coisas".
No entanto, independentemente do engano, a questão que incomodou mais o campeão nacional de fundo foi ter visto Rui Sousa (na imagem), seu colega de equipa na Efapel–Glassdrive, atacar nos metros finais. Algo que Brandão não entendeu.
"Se eu estivesse com mais cinco ou seis ciclistas por perto, entenderia o facto de ele ter atacado. Mas estava sozinho... Quero uma explicação sobre o que aconteceu", avisou o português, dando a entender que vai haver reunião de equipa para falar sobre o assunto.
"Estou muito triste. Queria muito vencer esta etapa, tinha grandes possibilidades de o conseguir. É uma grande frustração, mesmo", acrescentou um emocionado Joni Brandão.
Petrov foi desencaminhado - Fora das discussões internas na Efapel, mas dentro da discussão da vitória na etapa, estava Danail Petrov, que se mostrou incrédulo após a mudança repentina de percurso de Joni Brandão.
"Não percebi o que aconteceu. Eu estava a 70 metros da chegada, já via a meta e ia ficar isolado, ninguém iria conseguir passar por mim. Aí o Joni Brandão seguiu em frente quando era para virar para a direita", começou por contar o experiente búlgaro da Caja Rural, que demonstrou ter ficado com muitas dúvidas.
"Eu tinha de passar por fora, mas de repente ele seguiu em frente. Depois da etapa ele explicou-me que pensava que era para ir em frente. Mas como é que ele pensou que era para ir em frente se estavam lá pessoas? Não percebi", lamentou Petrov.
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Tour: Vencedor da edição 100...Froome
A envergar a camisola amarela desde a 8ª etapa e com três etapas conquistadas, o último dia serviu para consagrar Chris Froome (Sky) como o vencedor da centésima edição da Volta a França.
Numa etapa de 133,5km, o pelotão aproveitou para conhecer o Palácio de Versalhes, antes de ver o pôr do sol nos Campos Elísios, em Paris. Depois de quatro anos consecutivos, a vencer na última etapa, Mark Cavendish (Omega) desta vez não foi o mais rápido. Marcel Kittel (Argos), de 25 anos, mostrou ser um dos sprinters mais temíveis deste momento e conquistou a 21ª etapa, a 4ª na edição 100 do Tour. Num sprint muito renhido, André Greipel (Lotto) terminou em 2º lugar e Cavendish em 3º.
Chris Froome aproveitou para beber champanhe e celebrar a vitória no Tour. Como curiosidade, sempre que uma equipa, neste caso a Sky, fez 1º e 2º lugar na Volta a França, o corredor que terminou na 2ª posição venceu a prova no ano seguinte.
A completar o pódio, Nairo Quintana (Movistar) e Joaquim Rodriguez (Katusha) foram 2º e 3º, respetivamente.
Nairo Quintana, na sua estreia no Tour, além de ter assegurado a camisola da montanha, o que nos últimos 40 anos, só tinha acontecido antes também com dois colombianos, Soler e Bolero, também leva para casa a camisola branca da juventude. O pequeno colombiano tornou-se no primeiro ciclista a obter a classificação da montanha e da juventude no mesmo ano. Com a conquista destas camisolas, Quintana igualou Eddy Mercx em 1969 na vitória de mais do que uma classificação secundária no mesmo Tour.
Já Joaquim Rodriguez é o segundo corredor, depois de Herman van Springel, a terminar no pódio das três Grandes Voltas (Giro, Tour, Vuelta), sem nunca ter vencido uma delas.
Na luta pela classificação dos pontos, Peter Sagan (Cannondale) tornou-se no primeiro corredor a conquistar a camisola verde nas suas duas primeiras participações na Volta.
A Saxo-Tinkoff, a equipa de Alberto Contador e de Sérgio Paulinho venceu a classificação por equipas e Christophe Riblon (AG2R) foi o super combativo desta edição do Tour.
Etapa 21:
1 Marcel Kittel (Ger) Team Argos-Shimano 3:06:14
2 André Greipel (Ger) Lotto Belisol
3 Mark Cavendish (GBr) Omega Pharma-Quick Step
4 Peter Sagan (Svk) Cannondale Pro Cycling
5 Roberto Ferrari (Ita) Lampre-Merida
6 Alexander Kristoff (Nor) Katusha
7 Kévin Reza (Fra) Team Europcar
8 Yohann Gene (Fra) Team Europcar
9 Daniele Bennati (Ita) Team Saxo-Tinkoff
10 Murilo Antonio Fischer (Bra) FDJ.fr
sábado, 20 de julho de 2013
Tour:Vencedor do futuro?
Além de ter conquistado a vitória na chegada de montanha a Annecy-Senmoz da 20ª etapa, Nairo Quintana (Movistar) a correr a primeira vez o Tour garantiu o 2ª lugar da geral, a classificação da montanha e da juventude.
Numa chegada de montanha a Annecy-Senmoz, acom contagem especial, a terminar a etapa de 125km, a batalha foi entre três corredores: o camisola amarela Chris Froome (Sky), Nairo Quintana (Movistar) e Joaquin Rodriguez (Katusha). No início da subida, o grupo de Froome alcançou Jens Voigt (RadioShack), o corredor mais velho do Tour (41 anos), que andou solitário em fuga, e deixou para trás Alberto Contador (Saxo-Tinkoff) e Richie Porte (Sky).
A 2km do fim, depois de vários ataques de Chris Froome, o pequeno colombiano, Quintana, deixou o camisola amarela e Rodriguez para trás e isolou-se na frente para triunfar no alto de Annecy. O espanhol da Katusha terminou em 2º, 18s depois, e Froome em 3º, a 29s.
Rui Costa foi um elemento importante na vitória de Quintana, uma vez que trabalhou para o colombiano nos primeiros quilómetros da chegada de montanha. Com este resultado, a Movistar emenda-se bem: Quintana garantiu o 2º lugar, além das camisolas da montanha e da juventude. Alejandro Valverde o 8.º lugar da geral e a equipa ainda conseguiu 3 vitórias nos Alpes, com 2 triunfos de Rui Costa e 1 de Nairo Quintana.
A penúltima etapa da edição 100 do Tour também foi a das decisões da classificação geral, uma vez que o último dia, com a chegada a Paris, é de consagração e de chegada ao sprint. Chris Froome consolidou a liderança na geral mas hoje foi dia de luta pelos restantes lugares do pódio. Alberto Contador saiu do top3 e passou para o 4º lugar da geral. O espanhol foi substituído por Quintana no 2º lugar e Joaquim Rodriguez passou para a 3ª posição. O espanhol da Katusha passou a ser um dos poucos que já conseguiu fazer pódios nas três grandes Voltas, Giro, Tour e Vuelta. Rui Costa passou para o 27º lugar da geral.
O Tour termina com a 21ª etapa. A tirada termina à noite com os corredores a passarem por baixo do Arco do Triunfo, nos 133,5km, entre Versalhes e os Campos Elísios, em Paris.
Etapa 20:
1 Nairo Alexander Quintana Rojas (Col) Movistar Team 3:39:04
2 Joaquim Rodriguez Oliver (Spa) Katusha 0:00:18
3 Christopher Froome (GBr) Sky Procycling 0:00:29
4 Alejandro Valverde Belmonte (Spa) Movistar Team 0:01:42
5 Richie Porte (Aus) Sky Procycling 0:02:17
6 Andrew Talansky (USA) Garmin-Sharp 0:02:27
7 Alberto Contador Velasco (Spa) Team Saxo-Tinkoff 0:02:28
8 John Gadret (Fra) AG2R La Mondiale 0:02:48
9 Jesus Hernandez Blazquez (Spa) Team Saxo-Tinkoff 0:02:55
10 Roman Kreuziger (Cze) Team Saxo-Tinkoff 0:02:55
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Tour:Rui, '' o imparável ''
O poveiro da Movistar, de 26 anos, tornou-se no segundo corredor português a conquistar duas etapas na Volta a França no mesmo ano. Depois da vitória na 16ª etapa em Gap, Rui Costa triunfou em Le Grand Bornand, no 19º dia.
Aos 26 anos, Rui Costa entrou para os livros da história do desporto português. O poveiro ficou com três vitórias em etapas na Volta a França e logo duas na mesma edição, feito só alcançado por Joaquim Agostinho, que ganhou duas tiradas em 1969. O português também se juntou a um grupo restrito de corredores, como Bradley Wiggins (Sky), vencedor do Tour em 2012, ou Chris Froome (Sky), com dois triunfos na maior prova de ciclismo do mundo.
A 20km do fim, o português que seguia num grupo, onde estavam corredores como Kloden (RadioShack), Mikel Nieve (Euskaltel) e Daniel Navarro (Cofidis), na perseguição a Pierre Rolland (Europcar), distanciou-se e conseguiu alcançar o francês.
Numa etapa logo com duas contagens de categoria especial a abrir e duas contagens de 1ª perto fim, Rui Costa aproveitou uma zona mais rápida da última subida, o Col de la Croix Fry (11km/7%), e a chuva, que diz lhe dar sorte, para deixar para trás Pierre Rolland e seguir isolado, com uma pedalada vigorosa e muito concentrado, na frente até ao fim dos 204,5km. Atrás do português chegou Andreas Kloden (RadioShack) a 48s e Bakelants (RadioShack) a 1min44s.
O pelotão chegou com um atraso de 8min40s para Rui Costa. Na classificação geral, Alberto Contador (Saxo-Tinkoff) continua no 2º lugar a 5min11 de Chris Froome (Sky) e Nairo Quintana em 3º a 21s de Contador. Já no Top10 houve algumas alterações, como a entrada de Navarro (Cofidis) para o 8º lugar e a substituição de Laurens Ten Dam (Belkin) por Michal Kwiatkowski (Omega) no 10º.
A 20ª etapa tem 125km entre Annecy e Semnoz. A penúltima etapa do Tour é também a última em terreno alpino. Esta etapa promete muita acção já que a curta distância pode significar um corrida explosiva. A etapa começa logo com uma contagem de 2ª categoria aos 12,5km. Seguem-se três subidas de 3ª categoria e uma descida rápida após a última. Depois os corredores têm uma contagem de 1ª categoria, o Mont Revard, descem até ao vale e a 15km do fim começa a última subida do Tour, a chegada ao alto, de contagem especial, até Semnoz.
Etapa 19:
1 Rui Alberto Faria Da Costa (Por) Movistar Team 5:59:01
2 Andreas Klöden (Ger) RadioShack Leopard 0:00:48
3 Jan Bakelants (Bel) RadioShack Leopard 0:01:44
4 Alexandre Geniez (Fra) FDJ.fr 0:01:52
5 Daniel Navarro Garcia (Spa) Cofidis, Solutions Credits 0:01:55
6 Bart De Clercq (Bel) Lotto Belisol 0:01:58
7 Robert Gesink (Ned) Belkin Pro Cycling Team 0:02:03
8 Alessandro De Marchi (Ita) Cannondale Pro Cycling 0:02:05
9 Mikel Nieve Ituralde (Spa) Euskaltel-Euskadi 0:02:16
10 Ruben Plaza Molina (Spa) Movistar Team 0:02:44
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